Thomaz Pacheco: a escolha pela arte

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Foto: Divulgação / Nario Barbosa

Foto: Nário Barbosa

Thomaz Henrique Pacheco, 31 anos recém-completados, poderia ser mais um nome entre os que conseguiram uma carreira estável e bem-sucedida em empresa de grande porte. Isto se ele não tivesse nas veias – e na alma – o amor pela arte e, claro, a coragem de apostar em um mercado mais volátil: o da cultura. Ele é galerista e idealizador da OMA | Galeria, inaugurada há quase três anos no Centro de São Bernardo. No entanto, o envolvimento com a cultura vem de berço. Filho da arquiteta Gisele Pacheco, recebeu desde criança estímulos que cultivaram e criaram fortes vínculos com a arte. Já na adolescência se arriscou com o grafite.

Fotos: Arquivo Pessoal Thomaz com a mãe e sócia, Gisele Pacheco

Fotos: Arquivo Pessoal
Thomaz com a mãe e sócia, Gisele Pacheco

Ao escolher sua formação, o peso de uma profissão, a priori, mais segura, falou mais alto. “Nessa hora ouviu meu pai, que é engenheiro”, confessa o galerista. Se formou em administração, trabalhou em uma grande montadora automobilística por 11 anos, e, por conta disso, morou na Alemanha e nos Estados Unidos. Poderia ter se dado por satisfeito. Mas ao voltar para o Brasil sentiu, na rotina, a necessidade de um respiro. Teve a ideia de montar um ateliê criativo junto com artistas e amigos. Ao mesmo tempo um hobby e um jeito de alimentar a base com a qual cresceu.

Após meses de pesquisa e planejamento – benefícios trazidos pela profissão escolhida – o projeto de um ateliê coletivo cresceu, transformou-se e deu lugar ao projeto de uma galeria. Com o plano já estruturado, Thomaz decidiu mostrar para mãe, que se tornou sócia.

A OMA | Galeria foi inaugurada, oficialmente, em junho de 2013, e ainda é a única galeria privada do Grande ABC. É essencialmente de arte contemporânea, mas arte é arte e sempre bem-vinda. “Nós não fechamos as portas para outras vertentes, mas a arte contemporânea tem, hoje, uma força muito grande, apesar de ainda ser menor valorizada, monetariamente falando”, conta Thomaz.

Sete artistas são representados pela galeria: Andrey Rossi, Daniel Melim, Giovani Caramello, Henrique Belotti, Nario Barbosa, Rien e Tiago Toes. Outros artistas procuram a galeria com a mesma intenção, mas o número reduzido tem um motivo. “Trabalhamos com esse número porque representar o artista significa articular; queremos trabalhar com todos de maneira satisfatória”, conta Thomaz. E a estratégia parece ser a certa. Prova é que Thiago Toes e Rien já participaram de exposições na Europa por meio de contatos realizados pela OMA.

A necessidade de atuar além da galeria também resultou no OMA Cultural, um espaço para debates, cursos e workshops voltados para artes visuais. Acontece, em média, uma vez por semana e é gratuito. A intenção é formar um público consumidor, aproximando a arte do cotidiano de todos. Já para os artistas, foi criado, este ano, o Laboratório OMA de Artes Visuais, um espaço de discussão, fomento e troca de experiências teóricas e práticas de artistas ainda em ascensão.

Em menos de três anos, cerca de 25 exposições já foram promovidas, além de outros tantos projetos paralelos. “Tudo se desenvolveu de forma muito mais rápida do que havíamos planejado”, conta orgulhoso. Por conta disso, há quatro meses Thomaz se desligou do cargo de administrador na grande montadora e se dedica a OMA em tempo integral. O que antes estava nas veias e na alma, agora ocupa o todo.

Texto: Carla Scarpellini Camargo

OMA | Galeria

Rua Carlos Gomes, 69, São Bernardo – SP

Dias e horários de funcionamento: de terça a sexta-feira, das 10h às 19 / sábados, das 10h às 14h

Tel: (11) 4128-9006

contato@omagaleria.com

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