Teatro Paulo Machado de Carvalho recebe Demônios da Garoa neste sábado

Responsáveis pelos maiores sucessos de Adoniran Barbosa, grupo cantará Saudosa Maloca, Samba do Arnesto e Trem das Onze, entre outras

Demônios da Garoa Fotos: Divulgação

Demônios da Garoa
Fotos: Divulgação

Quem vive em São Paulo e região certamente conhece ou ouviu canções do Demônios da Garoa. Entre diferentes formações, o animado grupo começou em 1943 e chegou até ao Guinness Book como o mais longevo em atividade. Neste sábado, dia 29, é a vez de São Caetano cantar os inúmeros sucessos interpretados pelo grupo, muitos deles inspirados no dia a dia do paulistano, como o famoso Trem das Onze. Com tantos anos de estrada, já são mais de 430 composições no repertório.

Para o show no Teatro Paulo Machado de Carvalho, o Demônios da Garoa faz um passeio pela história, tocando clássicos compostos por Adoniran Barbosa como Samba do Arnesto, Trem das Onze, Tiro ao Álvaro, Saudosa Maloca, As Mariposa, entre outras. São cerca de 20 músicas em 90 minutos de show.

PARABÉNS – São Caetano, que acaba de completar 140 anos (28/07), também vai ganhar parabéns de um ilustre morador, Roberto Barbosa, o Canhotinho, que vive desde os 5 anos de idade no município e é o integrante mais antigo da atual composição do Demônios da Garoa, no qual canta e toca cavaquinho há 50 anos. “Eu me sinto na minha terra. Mesmo não tendo nascido aqui, revejo amigos, músicos que não havia há tempos”, contou Canhotinho ao Estilo Angélica.

Junta-se a Canhotinho, Sérgio Rosa (Pimpolho), que toca o afoxé herdado do pai – Arnaldo Rosa, fundador do Demônios da Garoa. Pimpolho está no grupo há 30 anos e se apresenta ao lado do filho Ricardo Cassimiro Rosa, o Ricardinho, que toca pandeiro e é natural de Santo André.

Completam a formação: Izael Caldeira – o Catraca, na timba; Wilder Benedito Paraízo, no violão de sete cordas. Todos os componentes são também vocalistas.

PARCERIA COM ADONIRAN – Para Canhotinho, a longevidade do grupo está ligada ao bom humor que as letras trazem e também à descontração dos shows do Demônio da Garoa, que incluem piadas, causos e até uma parte só instrumental. “Na década de 1940 havia muitos conjuntos vocais; o Arnaldo (Rosa), após ficar amigo de Adoniran (Barbosa) pediu que as letras trouxessem um palavreado diferente, engraçado, e isso diferenciou o grupo dos demais, além disso era familiar (Arnaldo e Cláudio, da formação original, eram irmãos) e a música, simples”, relembra Canhotinho, que entrou no grupo em 1962, saiu para viagens fora do país, mas depois voltou.

O cavaquista relembrou o começo da parceria com Adoniran. “O Demônios da Garoa gravou Mulher Rendeira para o filme O Cangaceiro (Cia. Vera Cruz, 1953); ele e Arnaldo se conheceram nas gravações. O Adoniran – que morava em Santo André – passou a compor oferecendo ao grupo para fazer a gravação original.” Em 1964, Adoniran compôs Trem da Onze, que selaria de vez o sucesso da parceria e amizade.

PREMIAÇÕES – O grupo acumula prêmios como Troféu Roquete Pinto e Troféu Chico Viola, Prêmio Sharp de Música (1995), Prêmio Ary Barroso (1998), Medalha Anchieta da Câmara Municipal de São Paulo, entre outros. Na década de 1940, quando foi formado, tinha o nome Grupo do Luar e se consagrou depois de ser premiado no então Programa de Calouros da Rádio Bandeirantes, apresentado por J. Antônio D’Avila.

SERVIÇOdemonio-garoa

Show Demônios da Garoa

Dia: 29 de julho

Horário: 21h

Local: Teatro Paulo Machado de Carvalho – Alameda Conde de Porto Alegre, 840, São Caetano. Ingressos: R$ 100 (inteira), R$ 50 (meia) e R$ 70 (antecipado). Levando 1 kg de alimento não perecível, o ingresso poderá ser adquirido por R$ 50.

Vendas: www.bilheteriaexpress.com.br e nas bilheterias do teatro, das 14h às 19h.

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