Projeto leva humanização ao atendimento médico

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    Fotos: Divulgação - Ação de estudantes de Medicina leva alegria aos pacientes de hospitais
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ONG Sorrir é Viver coloca clowns e contadores de histórias para interagir com pacientes em hospitais

Ser saudável não é só cuidar da parte física. Psicológico, mente e coração também devem estar bem para que o corpo funcione em harmonia. Desta forma, a humanização é tendência cada vez mais presente no atendimento médico, que passou a dar mais atenção ao paciente como um todo, não apenas ao corpo e às doenças. Hoje, quando se comemora o Dia do Médico, o Estilo Angélica fala sobre o projeto Sorrir é Viver, ação de humanização desenvolvida por alunos da Faculdade de Medicina do ABC, de Santo André.

A ação foi criada por iniciativa de 14 estudantes na década passada. A ideia era levar o mundo colorido da arte ao ambiente sem cor dos hospitais, tornando a prática médica mais humanizada. A principal ferramenta utilizada pelo grupo para transformar o ambiente terapêutico é a figura do clown (palhaço).

A coordenadora do projeto, que foi reconhecido como ONG em 2011, a estudante do 4° ano Mariana Rigolo, atua há três anos como clown. “Acredito que no estudo da Medicina, há um lado muito prático, que enxerga somente a doença e como tratá-la. No projeto, vi que poderia olhar para a pessoa por inteiro e ajudá-la também de outras formas”, destaca.

Ela conheceu a ação ainda no 1° ano, ao participar do Mutirão da Alegria, que reúne integrantes do Sorrir é Viver e voluntários em hospitais. “Fiquei encantada. Participei do processo seletivo, fiz o curso de clown e desenvolvi técnicas de teatro e criação de personagem.”

Hoje, cerca de 150 integrantes desenvolvem atividades de humanização no Ambulatório de Especialidades da Faculdade de Medicina do ABC e com pacientes internados nos hospitais Mário Covas e CHM (Centro Hospitalar Municipal), em Santo André; Hospital Anchieta, em São Bernardo; e Hospital Infantil e Maternidade Márcia Braido, em São Caetano. “Acredito que o projeto melhora a formação do médico como um todo”, garante Mariana.

NARRATIVAS

Em 2011, o Sorrir é Viver ganhou mais uma vertente. Além dos clowns, começaram a atuar pela ONG os contadores de histórias – hoje são aproximadamente 50. A aluna do 4° ano de Medicina Cecília Salgueiro Alvo é uma delas. “O projeto foi como abrir uma porta para o alívio da rotina da faculdade, proporcionando conhecer lados diferentes de pessoas.”

SORRIR

Assim como o curso de clown, para ser contador, é necessário passar antes pela formação. Cecília garante que cada minuto vale a pena. “Espero que ao me formar, eu tenha energia para tratar os pacientes da mesma forma como faço hoje: entro em um quarto hoje e pergunto se a pessoa quer ouvir uma história. Quero também sorrir sempre, como faço sendo contadora de histórias, apesar de todo o cansaço do trabalho na rotina médica do Brasil.”

RITMO

Mais recentemente, em 2013, nova classe surgiu dentro do projeto: os musicantes. São 15 integrantes, que não precisam necessariamente tocar instrumentos musicais. A ideia é focar o uso dos instrumentos, especialmente de percussão, para facilitar a interação com os pacientes.

FORMAÇÃO

Antes de entrar em cena, todos passam por grupo de formação com duração de seis meses. O treinamento é ministrado por professores especialistas nas áreas, que utilizam técnicas teatrais, circenses e de improviso para capacitar os integrantes do Sorrir é Viver.

As bases teóricas, metodológicas e de pesquisa sobre os efeitos benéficos da humanização hospitalar foram inspiradas no sucesso do programa Doutores da Alegria e no filme Patch Adams – O Amor é Contagioso (1998). 

Para celebrar o Dia do Médico, o Sorrir é Viver realiza na quarta-feira (19 de outubro) Mutirão da Alegria na Apae-Santo André pela manhã; à tarde, o grupo estará no CHM.

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