O inquietante ‘Na Natureza Selvagem’ + Augusto Cury + Isabela Freitas e o Diário de Anne Frank

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Escritor e jornalista Jon Krakauer reconstrói história do jovem Chris McCandless, morto de inanição no Alasca em 1992

Por Camila Galvez

Fotos e capas: Divulgação Jovem viveu seus últimos dias no Alasca

Fotos e capas: Divulgação
McCandless viveu seus últimos dias no Alasca

Na Natureza Selvagem, de Jon Krakauer (Companhia das Letras, 213 páginas, R$ 35 em média), foi escrito em 1998, mas não pode ser mais atual diante de uma sociedade que vive em crise – econômica, psicológica e moral. O livro que Estilo Angélica indica hoje conta a história real de Chris McCandless, jovem norte-americano de família rica que, após concluir a faculdade como um dos melhores alunos, doa todo o dinheiro que possui e cai na estrada com um único objetivo: conectar-se com a natureza.

Vivendo de caronas, com a roupa do corpo e poucos pertences carregados na mochila, McCandless adota outro nome para não ser encontrado pelos pais: Alexander Supertramp. Com a nova identificação, ele conhece um casal de hippies que vive num trailer e tem um filho, assim como ele, perdido no mundo. Embora a vida em um trailer tenha muito mais liberdade, não é o que o jovem almeja. Ele quer chegar ao Alasca e viver ali somente daquilo que a natureza lhe der. Para tanto, percorre várias cidades, trabalha no que consegue e conhece pessoas como Wayne Westerberg, que lhe dá emprego e um lar em sua fazenda mesmo sem conhecê-lo direito.

O sonho se torna obsessão ao longo da narrativa, fazendo com que o rapaz ignore princípios básicos de sobrevivência em nome da experiência na natureza selvagem. Durante a história, descobrimos alguns motivos que podem tê-lo levado ao extremo, entre eles problemas com a família e a forma como McCandless simplesmente não se encaixava no modelo de vida capitalista.

nanaturezaselvagem_livroJORNALISMO

No livro, Krakauer se propõe a responder o que levou o rapaz inteligente e de família rica a se tornar um andarilho maltrapilho que morreria sozinho de inanição no Alasca, no verão de 1992.

Por meio de entrevistas com as pessoas que McCandless encontrou pelo caminho e principalmente com o apoio da irmã dele, Carine, o jornalista reconstruiu com riqueza de detalhes documentais a história do jovem que devorava os livros de Leon Tolstoi e queria viver afastado da sociedade para tentar encontrar a felicidade no contato com a natureza.

Leitura que vale a pena em qualquer idade. Se gostar, assista também ao filme de mesmo nome, disponível no serviço de streaming Netflix, dirigido por Sean Penn e com brilhante trilha sonora de Eddie Vedder.

“Se esta aventura se revelar fatal e nunca mais tiver notícias de mim, quero que saiba que você é um grande homem. Caminho agora para dentro da natureza selvagem. Alex.”

Trecho de carta recebida por Wayne Westerberg em Cartago, Dakota do Sul.

ESTANTE – OS LIDOS

Estilo Angélica está de olho nos livros mais lidos e indica sugestões de leitura para você neste fim de semana.

ohomemmaisinteligenteEntre os livros de ficção, O homem Mais Inteligente da História, de Augusto Cury (Sextante, 272 páginas, R$ 29 em média), é fruto de 15 anos de estudos e pesquisas. Considerado por Augusto Cury a obra mais importante de sua carreira, é o primeiro volume de uma coleção que conta a história do sociólogo e pesquisador Dr. Marco Polo, que desenvolveu uma teoria inédita sobre o funcionamento da mente e a gestão da emoção. Após sofrer terrível perda pessoal, ele vai a Jerusalém participar de um ciclo de conferências na ONU e é confrontado com uma pergunta surpreendente: Jesus sabia gerenciar a própria mente?

Ateu convicto, Marco Polo responde que ciência e religião não se misturam. No entanto, instigado pelo tema, decide analisar a inteligência de Cristo à luz das ciências humanas. O problema é que nem todos estão preparados para ver Jesus sob uma ótica tão revolucionária.

Leitura polêmica.

 

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Em não-ficção, O Diário de Anne Frank (Record, 349 páginas, R$ 40 em média) é leitura obrigatória. O livro traz o diário pessoal da jovem Anne Frank, filha de família judia vivendo na Alemanha nazista. Publicado originalmente em 1947, tornou-se um dos relatos mais impressionantes das atrocidades e horrores cometidos contra os judeus na Segunda Guerra Mundial.

A força da narrativa da adolescente a tornaria uma das figuras mais conhecidas do século 20. Agora, seis décadas após ter sido escrito, o diário é publicado na íntegra. A nova edição traz um caderno de fotos, além de vários trechos inéditos.

Para ter na estante.

 

naoseenrolanaoA última indicação desta semana, em auto-ajuda, é Não se Enrola, Não, de Isabela Freitas (Intrinseca, 224 páginas, R$ 30 em média). A vida de Isabela dá uma completa reviravolta depois do sucesso de seu blog, Garota em Preto e Branco. Decidida a perseguir seus sonhos, ela abandona o curso de direito, deixa a casa dos pais, em Juiz de Fora (MG), e se muda para São Paulo tão logo conquista um emprego em uma badalada revista on-line.

Enquanto se adapta em seu novo apartamento, Isabela escreve seu primeiro livro. Seria perfeito se em frente não morasse o envolvente Pedro Miller e os dois não se embolassem regularmente sob o mesmo lençol. Não, não é namoro. Não, não é apenas amizade. É algo muito mais enrolado. Após Não se Apega, Não e a sequência, Não se Iluda, Não, Isabela Freitas mostra neste livro os primeiros passos de seus personagens na vida adulta.

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