Novo ano, mas o que muda realmente?

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Debora Bz Brandao 1

 

Texto de Débora Bz Brandão*

“Início de ano, energias renovadas, esperança de um mundo novo. O ano mudou. Mas e a vida, continua a mesma? O que realmente é preciso fazer para as coisas melhorarem? Nada irá melhorar se antes não ampliarmos a nossa autopercepção. Auto percepção? Por que isso é importante? O fato é que nossa visão de mundo é deturpada.

O céu está lá, azul, lindo e radiante pelos raios solares. As nuvens vêm e vão. Elas não ficam lá. São passageiras, não fazem parte do céu, mas insistimos em nos agarrar a elas. Vemos uma nuvem aqui, outra ali, e quando menos percebemos estamos criando dias tempestuosos, chuvosos e trovejantes e, assim, vamos observando só as nuvens, esquecendo que o céu azul radiante continua lá, sendo ele, o céu azul de sempre!

nuvem

De certo modo, as nuvens são como os pensamentos que surgem em nossa mente. A ilusão do dia nublado são nossas memórias e padrões arraigados em nosso Ser.

Desligamos-nos do Todo em cada momento. Afastamos-nos Dele a todo instante. Quando estamos quase lá, sentindo a existência Dele dentro de nós, sentindo a conexão com a vida primordial, desfocamos. Olhamos para fora, para as nuvens, e já separamo-nos novamente.

O Natal passou e rapidamente veio o Ano-Novo. E daqui a pouco vem o Carnaval… No período próximo ao Natal, senti que algumas pessoas possuíam uma conexão maior com o seu Ser, estavam mais carinhosas, atenciosas, deixavam os pedestres atravessarem a rua sem avançar o carro para cima, mas daí passou o Natal e o foco nas festas, comilanças, bebidas em excesso, pressa para viajar, fez tudo parecer que nem existiu.

Passado o Natal, o caos no trânsito volta a se formar, tímido porque é férias, mas aquele ‘cuidado no ar’ não há mais. Há talvez, para quem está na praia ou no campo aproveitando o contato com a natureza, mas espere só o Carnaval passar para ver se algo mudou realmente!

Na verdade, vivemos repetindo padrões. A sociedade embute em nossa alma situações que nem percebemos e acabamos seguindo conforme a maré dos grupos dos quais escolhemos fazer parte. Escolhemos aquele grupo de amigos, aquele grupo de futebol, o grupo dos casados, dos solteiros, dos excluídos…

Seguimos a vida sem nos darmos conta de que estamos indo para lugar algum, acordando dia a dia de um sono que continua sendo um sonho. Uma ilusão. Para onde vamos seguindo dessa forma? De onde viemos? Vivemos acordados e conscientes da Vida, ou continuamos dormindo de olhos abertos, semi sonâmbulos em um sonho irreal?

Quando trabalharmos para conquistar a nossa auto percepção, quando sentirmos a nós mesmos, poderemos começar a ver o outro, a sentir o outro, e com isso começar a praticar a empatia, a compaixão, o amor puro e incondicional. Aquele amor que nada espera, aquele amor que ama até o feio, o que te rouba, te mata, te odeia… Porque sabemos que ele ainda vive na ilusão, e dessa forma, surge a compaixão.

Aquele que aniquila o seu ego seguirá amando sem nada esperar, porque ele verá que dentro do outro ser habita a si mesmo, habita o medo que o outro sente em relação a tudo, mas que ele sabe: se chegou lá, o caminho da Iluminação é para todos, até para aquele que sofre e faz os outros sofrerem. E sem deixar rastros de suas existências, seres seguirão diluindo-se e unindo-se ao Todo, tornando-se mais Luz no Sol de infinitas luzes!”

OM TAT SAT (do sânscrito – O Supremo, O Todo que está em tudo. É um mantra evocativo dos três aspectos do divino, Brahman, na cosmogonia hinduísta: Brahma, Vishnu e Shiva).

Débora Bz Brandão acredita que a percepção de Si é o caminho para a percepção da conexão Maior. Estudiosa de temas espiritualistas, atua como designer de interiores, instrutora de Yoga, terapeuta pranica e cromoterapeuta, sempre buscando proporcionar harmonia e bem estar na vida de seus clientes e alunos. É palestrante e também colaboradora do site Estilo Angélica.

Contato: debora@deborabzbrandao.com.br

Sites: deborabzbrandao.com | umbemestar.com

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