Marcia Cherubin: projeto de benfeitoria para lançamento de CD

Fotos: Divulgação Marcia Cherubin

Fotos: Divulgação
Marcia Cherubin, cantora e compositora

Cantora e compositora andreense Marcia Cherubin – com 55 premiações no currículo – divulga projeto de benfeitoria para viabilizar produção do 4º CD de sua carreira; campanha de arrecadação termina dia 28/6

Se você já ouviu a cantora e compositora Marcia Cherubin conhece a força da voz desta andreense, que começou a escrever poesias e crônicas ainda na adolescência. Com 54 anos, Marcia é puro foco e determinação na divulgação do projeto de benfeitoria coletiva que permitirá produzir o 4º CD de sua carreira, Vai em Casa.

FESTIVAIS

Para quem está na estrada há pelo menos 20 anos defendendo um trabalho autoral no Brasil – a benfeitoria é apenas mais um desafio. Nos últimos 10 anos, a produção de Márcia Cherubin já amealhou 55 prêmios, considerando primeiro, segundo e terceiro lugares em festivais pelo País afora e reconhecimento em categorias diversas como aclamação popular, melhor intérprete, melhor arranjo e melhor letra.

Para produzir o novo CD são necessários R$ 19 mil. Até o fechamento desta matéria (13/06), 62% tinham sido arrecadados. “Faltam 15 dias para a campanha terminar. Se a gente não conseguir o total, devolveremos o dinheiro para cada benfeitor. É tudo ou nada”, reforça Marcia.

Estilo Angélica conversou com a cantora para conhecer mais sobre o projeto e a trajetória musical.

Estilo Angélica – Por que optou por financiar seu novo CD – Vai em Casa – por meio de benfeitoria coletiva?

Marcia Cherubin – É caro produzir um CD de qualidade no Brasil. Os artistas independentes se viram com o que têm na mão. Estou partindo para o quarto CD e sei que precisamos no mínimo deste valor para gravar em um estúdio de qualidade, imprimir as cópias etc. Para cada valor doado existe um tipo de contrapartida ao benfeitor, em agradecimento. O meu 3º CD, Canto Forte, viabilizamos por meio de uma seleção do ProAC (Programa de Ação Cultural do Governo do Estado de São Paulo), que previa R$ 80 mil para a produção, shows e atividades educativas e culturais com crianças em municípios com baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano).

EA – Quanto já foi arrecadado até o momento?

Marcia – Arrecadamos até agora 62% do total. Faltam quinze dias para a campanha terminar. Se a gente não conseguir, o dinheiro será devolvido a cada benfeitor. Preferi arriscar tudo ou nada por um trabalho de qualidade. As contribuições começam com R$ 20.

EA – Quais os músicos que estarão com você neste trabalho?

Marcia – Beto Marsola (direção musical e violão); Duda Marsola (baixo acústico e backing vocal), Alexandre Morales (guitarra e backing vocal), Luis Pagoto (bateria) e Bira Azevedo (percussão).

EA – Quando descobriu sua vocação para a música?19126197_1368484906571431_700722748_o

Marcia – Sempre curti as palavras, fazia poesia e crônicas desde a adolescência. Mas foi a partir dos 25 anos que conheci a linhagem poética mineira, a partir da influência do Clube da Esquina, Milton Nascimento. Passei a compor e aos 30 anos fui fazer aulas de canto; tive o incentivo e apoio de professores para gravar o primeiro CD, Pobre Chão.

EA – Como foi a evolução de seu trabalho?

Marcia – Depois veio o CD Mundos, com direção de Flávio Barba, de Santo André. É um CD com todo tipo de ritmo e com ele aconteci profissionalmente. Também a partir dele vieram shows em espaços maiores como o Sesc e as pessoas começaram a saber quem era Marcia Cherubin. O trabalho dividiu quem eu imaginava ser de quem eu efetivamente sou. O ápice do meu momento está no Canto Forte. Antes tinha uma banda contratada para um show ou outro. A partir do Canto Forte me identifiquei com os músicos que começaram a trabalhar comigo no Mundos e que estão comigo até hoje. Sou a compositora de todas as músicas do CD e o Beto Marsola é arranjador de todas. Marsola foi e é meu grande companheiro de festivais.

EA – Por que escolheu participar de festivais?

atibaia 13Marcia – Faz 10 anos que estamos na estrada. Os festivais independentes da música autoral acontecem no Brasil inteiro. São mais de mil festivais anuais. Mas 80% das cidades estão nas rotas de Minas Gerais e Paraná. O festival dá espaço ao músico independente e as cidades nos recebem de braços abertos. A comunidade aguarda o artista para fazer shows nas praças, no clube, no teatro. É um grande acontecimento. Além disso, tem muita gente boa nestes festivais, o que é uma fonte de inspiração muito grande para mim. Hoje eu tenho influência também destes músicos; os festivais são quintais de cultura e boa música.

EA – Ao participar cerca vez do programa do Ronnie Von (Todo Seu, TV Gazeta), o apresentador disse que suas canções “sublimam o cotidiano”. Você acha que resume bem sua forma de fazer música?

Marcia – Essa é a essência. Música é uma forma de olhar o mundo a sua maneira. Não consigo fazer o que não me retrata. Isto está dentro nas canções que falam das minhas verdades , falam de questões sociais, da minha visão do país, dos desfavorecidos. Também falo do caminho de afeto, esperança, do combate aos preconceitos e do direito à liberdade e à dignidade. A música Vai em Casa é a que mais me representa porque é um guarda-chuva de todas as demais. Tem a ver com a afetividade, com nossos quintais internos.

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Contribuições a partir de R$ 20 podem de ser feitas pelo site https://benfeitoria.com/vaiemcasa

 

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