Feriado e o drinque nacional

Gostou? Clique e Compartilhe:

caipirinha 1

Feriado prolongado de Tiradentes. Penso no destino: “Praia?”.  Vejo o céu ensolarado e as previsões meteorológicas da global Maju. Respondo para mim: “Claro”. Montanha é para outro momento. Subir a serra tem um quê de inverno que prefiro reservar para os dias de muito frio.

Como não associar altitudes elevadas a mantas xadrezes, lareira, pinheirinhos e prazeres da gastronomia que para serem apreciados devidamente exigem baixas temperaturas: fondues, chocolates quentes, trutas saindo do forno, sopa de capeletti. Enfim, iguarias fumegantes.  Leitores, teremos tempo para isso nos próximos feriados. Afinal, via de regra, quando as temperaturas estão em alta no outono, a promessa é de inverno rigoroso.

Assim posto, acho que é melhor mesmo descer a serra e buscar a refrescância das roupas leves, da brisa no fim da tarde, dos ventiladores de teto ligados na potência máxima e do gelo que sai do freezer e vai parar nos copos de caipirinhas feitas conforme a habilidade e receita do barman.

Sabe aquela frase atribuída “o céu é o limite” (atribuída a Miguel de Cervantes)? Sempre penso nela quando vejo bartenders preparando caipirinhas. Haja criatividade e força que empregam nas coqueteleiras!

Caipirinha 2

FREEZER

Alguém conhece mais variações em torno de um drinque cuja receita original é composta por limão-cachaça-açúcar e gelo? Esse quarteto de ingredientes, que se transformou (e popularizou), segundo contam, como aperitivo alcoólico ao ter subtraído alho e mel da receita original de xarope usado para combater a gripe espanhola lá pelos idos do século passado.

A centenária e, segundo também contam, a paulista caipirinha, hoje ‘aceita’ além do limão (em geral, o tahiti), outras frutas: maracujá, kiwi, framboesa, jabuticaba, abacaxi. Tem até tangerina com pimenta-rosa. No quesito criatividade, também é preparada com destilados típicos de outros cantos do mundo, entre eles a russa/polonesa vodka e o caribenho rum. Neste caso, devemos nos referir a elas com as designações corretas; respectivamente, caipiroska e caipiríssima.

Na crescente lista de bebidas que pegaram carona na caipirinha está ainda  o saquê, que, vale lembrar, é um fermentado. Se for pedir, peça caipisaque.

Caipirinha autêntica leva na composição cachaça – da mais simples às mais sofisticadas, como a dos alambiques da mineira Salinas.

Vale lembrar os pedidos dos turistas estrangeiros.  Ao visitarem nosso País, querem mesmo a versão made in Brazil: a que é feita com legítima bebida derivada da cana-de-açúcar. É um drinque que faz parte da nossa cultura nacional, assim como nosso sol e nossas praias. Portanto, bom feriado!

Gostou? Clique e Compartilhe:

Posts relacionados

Deixe um comentário: