Conexão ABC-Milão

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Conhecida mundialmente como referência em design e arquitetura, profissionais da área sabem: visitar e participar da Feira Internacional do Design de Milão é sempre uma experiência enriquecedora.

Não à toa, o Polo Design Center promoveu em abril mais uma viagem com seus associados para checar tendências e fortalecer parcerias. Em evento na noite da última segunda-feira, no restaurante Tantra, em São Caetano, a associação reuniu arquitetos, decoradores, designers e profissionais que participaram da viagem em 2015.

Para João Carlos Mazza, presidente do Polo, a feira este ano mostrou que apesar na crise há espaço para crescimento: “Acho que a palavra-chave que Milão passou foi criatividade e essa é uma característica comum dos brasileiros”. E discorreu sobre a importância do trabalho da associação determinante para o sucesso: integrar clientes, lojistas e profissionais de decoração.

Mazza também salientou a trajetória profissional da instituição e anunciou as próximas excursões: o SPA do Vinho, destino da próxima semana no Rio Grande do Sul, e a Escandinávia, prevista para se realizar entre 3 e 13 de outubro, com expectativa de 50 pessoas.

TENDÊNCIAS

Para a designer de interiores Maximira Durigan, a cidade italiana sempre traz referências, um novo olhar sob as coisas: “Há sempre algo inusitado, uma maneira nova ou conceito sobre o mesmo produto”. Já a gerente comercial da Mais Revestimentos, Luciana Maruchi, a viagem permite “estar antenada nas novidades e trazer mudanças para a equipe, acompanhando as novidades”.

Nesta edição, Milão voltou os holofotes aos brasileiros, de acordo com Leo Apter, diretor da Espaço & Forma e designer de produtos. “Não apenas profissionais e marcas que costumam ir. Pelo menos 150 expositores brasileiros participaram, em cinco espaços e três eventos exclusivos.”

Apter também sinalizou o mercado promissor: “O designer brasileiro está se internacionalizando e já faz mais sucesso lá fora do que aqui dentro. Para integrar tudo é preciso conhecer a cidade além do circuito, passando pelos museus, artistas de rua e gastronomia”.

Dentre as novidades não apenas na feira, mas também na Expo Universal, a arquiteta Marilene Torres destacou o olhar para o passado para construir um futuro melhor com novas tecnologias. “O uso de materiais diferentes, tecnologias de ponta, formas arredondadas e orgânicas, objetos multicoloridos e o azul – do lavado ao marinho – marcaram o evento”.

Lojista da rede A Especialista e da flag italiana Kartell, Erica Lorca enfatizou a importância dos relacionamentos com parceiros, além do layout dos espaços. “Todos os anos, os estantes das grandes marcas surpreendem e a Kartell tem um dos maiores da feira, portanto não podemos ficar de fora”, afirmou.

OUVIR DÁ DINHEIRO

A ocasião também promoveu bate-papo com Marcos Ferraz, fundador da Escola de Pensadores. Profissional da comunicação ligado ao marketing e física quântica, Ferraz falou sobre a importância de gerar processos de troca em qualquer área de atuação. “Ouvir as pessoas dá dinheiro, ajuda a mensurar processos e sistema”, ressaltou.

Com base na pergunta “Como é possível criar novas perspectivas com o que foi vivenciado em Milão?”, o bate-papo pontuou questões que relacionam arquitetura e design não apenas à criação de espaços harmônicos ou belos, mas funcionais e sensoriais.

Segundo o especialista, a física quântica cria a possibilidade de alterar percepções e isso também se aplica aos profissionais da área: “Ao criar um novo espaço, produto, conceito, é possível criar sensações por meio cores, formas, texturas”.

Outro ponto crucial abordado é a importância de conhecer e entender o processo, estar no presente e ter ciência de que a crise é passageira. “A instabilidade é um processo natural e o equilíbrio se dá por meio dos altos e baixos. É necessário seguir independentemente do mercado”, complementou.

Ferraz afirmou que a Escola de Pensadores deve ganhar uma unidade no Grande ABC, sem local definido ainda. Com parcerias no Polo, ele defende o princípio do arquiteto Le Corbusier, segundo o qual a forma segue a função. E finaliza: “a função deve gerar solução”.

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