Com os temas Gastronomia e Nutrição, Fórum Lide reúne palestrantes e público qualificado no Cubo Business

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  • 5º FÓRUM LIDE DE GASTRONOMIA E NUTRIÇÃO reúne renomados profissionais da saúde e chefs em debate sobre novas tecnologias na alimentação, na sede do Cubo Business Center, em São Paulo

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Na noite de segunda-feira (dia 6), ocorreu o 5º Fórum Lide de Gastronomia e Nutrição, na sede do Cubo Business Center, em São Paulo, que reuniu renomados especialistas da área médica, empresários, cientistas e premiados chefs para uma ampla discussão sobre o cenário atual da nutrição no Brasil e no mundo, e sobre novas tecnologias no setor da alimentação. 

O evento, que teve quatro painéis, contou com a curadoria do presidente da Sapore e do Lide EMPREENDEDOR, Daniel Mendez; do médico endocrinologista e cientista Bruno Halpern; e do presidente da UnitedHealth Group e do Lide SAÚDE, Claudio Lottenberg.

SAÚDE E ALIMENTAÇÃO

Na abertura, Bruno Halpern mencionou a importância de atrelar a saúde ao prazer pela alimentação. “A OMS não define saúde como a falta de doença, mas sim como o perfeito bem-estar físico, psíquico e social. Não tem como deixarmos de lado o prazer pela comida”, pontuou.

Durante o primeiro painel, que abordou A Saúde Individual x A Saúde do Planeta, Luiz Magalhães, vice-presidente para Nutrição e Áreas Humanas da BSM, frisou a importância de ter uma sociedade homogênea na área da saúde. “Não podemos dizer que somos bem-sucedidos, nem nos chamarmos de pessoas bem-sucedidas em uma sociedade que falha”, diz, acrescentando: “A má nutrição materno-infantil é o maior problema de saúde relacionado à nutrição”.

No Brasil, as principais causas de problemas cardíacos são associadas à nutrição. Segundo Álvaro Avezum, pesquisador do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, a dislipidemia (alteração de colesterol), a obesidade abdominal, o tabagismo, a hipertensão arterial e o estresse são os líderes do ranking, sendo que nove fatores associados com infarto repetem-se com o AVC atrelado ao risco cardíaco.

As preocupações com a alimentação em âmbito mundial aumentam quando se fala em países subdesenvolvidos. Segundo Soraya Eugenia Pinto Linhares, líder em Nutrição Sustentável da DSM na América Latina, uma nação pode ter redução de 2 a 3% do PIB por conta da má nutrição. “No Brasil, as maiores deficiências estão ligadas ao ‘Big Three’, que são o ferro, zinco e vitamina A, mas tem outros”, explica. “A criança desnutrida não tem uma total capacidade de desenvolvimento”, acrescenta.

Os hábitos dos consumidores, no entanto, tem mudado com o passar dos anos – o que, segundo os profissionais durante o debate, é extremamente benéfico. Segundo Stephane Engelhard, diretor-executivo de Relações Institucionais do Carrefour, no Brasil, a procura por produtos saudáveis tem crescimento anual de 17% contra apenas 4% dos produtos ultraprocessados. De acordo com a pesquisa apresentada pelo executivo, pelo menos 78% dos brasileiros têm pretensão de mudar sua dieta atualmente.

“Há dois anos não se falava em orgânicos, em alimentos saudáveis. Isso é relativamente novo para uma classe mais privilegiada. No entanto, é preciso especialmente olhar para os menos favorecidos”, explica, deixando claro que existem quatro pilares importantes para a mudança do comportamento da população: “1) Aquisição de produtos de qualidade e saborosos, sendo saudáveis e bons para o planeta; 2) Com preços acessíveis; 3) Omnical e serviços, ou seja, permitir que o cliente compre onde e quando quiser; e 4) Educação e conquista da confiança do cliente ao garantir a qualidade”.

AGRICULTURA CELULAR

O evento ainda abordou, no terceiro painel, Alimentação do Futuro, a Agricultura Celular, que é a ciência ou prática de produção de qualquer produto de origem animal através de replicação celular. Isto implica na criação de carnes, leites e clara de ovo, bem como peixes e frango desenvolvidos em laboratórios.

Matheus Saueressig, diretor de Comunicação para América do Sul da Cellular Agriculture Society, deixa claro que a agricultura celular pode ajudar a prevenir a escassez de recursos naturais a longo prazo. “A carne bovina criada em laboratório requer 99% menos terras, 98% menos água e produz 96% menos gases de efeito estufa”, explica.

A novidade na alimentação ainda foi discutida por Daan Luining, cofundador e CTO da Meatable, e por Tatiana von Rheinbaben, diretora da Cellular Agriculture Society e especialista em Biologia Molecular. “Estamos procurando soluções para melhorar e limpar a qualidade do ar, água e solo. Agricultura celular é grande parte da solução”, frisa Tatiana.

NOVOS CAMINHOS

Durante a discussão, os profissionais pontuaram a mudança de comportamento dos consumidores finais em busca de melhoria da saúde com alimentação saudável, além de mostrarem suas expectativas com as novidades do setor.

“As pessoas já estão mudando a sua maneira de pensar e de se alimentar. Elas estão mais envolvidas com o alimento natural e consumindo menos processados. Deveríamos pensar fora da caixa e entender que é melhor para nós. Mudar é necessário”, pontua François Mallard, da Brasil Gourmet.

Um dos grandes desafios de uma mudança de comportamento, segundo Vinícius Rojo, é encontrar os melhores produtos com preços adequados. “Quem trabalha em larga escala tem algumas dificuldades, porque nem sempre consegue o melhor tomate, o melhor ingrediente. Mas é importante que isso faça parte da filosofia de vida. Dentro da gastronomia, a gente tem que trabalhar com o coração e com os melhores produtores, que tenham valor acessível. Este é o grande desafio”, diz.

Texto: Estrela Comunicação


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