‘A Garota do Livro’, na telinha; veja também destaques no cinema

Compartilhe:

Produção independente derrapa como produto técnico, mas vale a pena pelo tema, que nos faz pensar

Por Camila Galvez

Fotos: Divulgação Personagem vive refém das lembranças do passado

Fotos: Divulgação
Personagem vive refém das lembranças do passado

Em tempos em que as denúncias de abuso sexual contra mulheres crescem em todo o mundo, assistir à produção do cinema independente A Garota do Livro, de 2015 e disponibilizada no serviço de streaming Netflix na última semana, faz refletir sobre as graves consequências geradas por essas agressões. E não somente na parte física. Muitas dessas dores se estendem ao longo de toda uma vida. É isso que o filme ao qual Estilo Angélica assistiu nesta semana quer mostrar: como pode ser difícil e demorado o processo de recuperação de uma mulher que sofreu qualquer tipo de violência.

DOMINAÇÃO

O longa, dirigido por  Marya Cohn, mistura passado e presente em cenas que se alternam com cortes secos – e, muitas vezes, confusos – a fim de explicar porque a jovem editora de livros Alice Harvey (Emily VanCamp) deixou para trás a adolescência promissora como escritora e se tornou uma mulher amarga. Ela é dominada pelos homens que a cercam, do chefe, que a trata como uma secretária, ao pai, que escolhe por ela o cardápio no restaurante. Uma mulher que sai a noite em buscar de parceiros sexuais para se sentir ‘real’, como ela justifica, mas que os abandona na manhã seguinte, sem se prender a ninguém.

A fotografia é o que diferencia um tempo do outro ao longo da narrativa. Na adolescência de Alice, quando o escritor Milan Daneker, anos mais velho, torna-se seu mentor, as cenas são coloridas e claras. Quando Alice está mais velha, o cinza e as sombras predominam tanto no cenário quanto nas roupas da personagem, enquanto ela é envolvida a contragosto pelo chefe no relançamento do único sucesso de Daneker, o livro O Despertar.

a-garota-do-livro_capaDIFICULDADES

Ao mesmo tempo em que sofre com as lembranças do passado que é obrigada a reviver ao reencontrar Daneker, Alice conhece Emmett, amigo do marido de sua melhor amiga, em festa surpresa organizada para seu aniversário de 29 anos. É com ele que ela tenta vencer as lembranças do abuso e construir uma nova vida, mas a tarefa não é fácil.

Ponto negativo do filme é a clara dificuldade da direção em aspectos técnicos do cinema. Há problemas básicos no ritmo, no enquadramento, no som. Cenas em que a câmera está fechada demais nos rostos e outras em que a distância é tão grande que o expectador se sente um observador longínquo da história. O desfecho em forma de blog, tão adolescente, também não ajuda muito.

Mas há pontos positivos. Além de abordar tema espinhoso e atual, o filme foge das saídas fáceis, privilegiando momentos de silêncio, olhares que dizem mais que palavras, o desconforto no rosto das personagens. Vale a pena assistir pelo tema, mas sem grandes expectativas cinematográficas.

LANÇAMENTOS

anjos-da-noitePara quem gosta de filmes de ação e fantasia, chega aos cinemas hoje Anjos da Noite – Guerra de Sangue, dirigido por Anna Foerster. No longa, Selene (Kate Beckinsale) é uma guerreira vampira que luta para acabar com a guerra eterna entre o clã Lycan de lobisomens sanguinários e a facção de vampiros que a traiu. Quando um novo levante parece tomar forma, ela irá utilizar sua influência e relacionamento com ambas as partes para negociar um cessar fogo.

galinhapintadinhaE para levar os pequenos à sessão pipoca, a novidade é Galinha Pintadinha Mini na Telona. O conteúdo mescla historinhas narradas, atividades e as tradicionais músicas, além de apresentar a Galinha e sua turma com design diferente, que promete encantar seus novos e antigos fãs.

Posts relacionados

Deixe um comentário: